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Viagem a Roma (Change the World Academy)

  • 7 de jun.
  • 11 min de leitura


Ana Pereira

A viagem a Roma, realizada no âmbito da nossa participação no projeto «Diplomatici Change the World MUN», constituiu uma oportunidade única da qual nenhum de nós se arrepende. Embarcámos nesta experiência com elevadas expectativas relativamente ao crescimento educativo, cultural e pessoal que nos poderia proporcionar — expectativas essas que foram amplamente superadas.

Mais do que uma viagem, esta experiência permitiu-nos vivenciar um processo de aprendizagem fora do contexto tradicional, promovendo, assim, uma evolução significativa tanto ao nível académico como individual. Acredito que são precisamente estas experiências fora do comum que nos transformam e que deixam uma marca duradoura, não apenas no nosso percurso pessoal, mas também no nosso percurso académico, ao desenvolvermos competências essenciais como o pensamento crítico, a argumentação e a capacidade de comunicação.

Foi particularmente inspirador ver jovens da nossa geração reunidos com o objetivo comum de fazer a diferença no mundo, debatendo temas atuais, especificamente na ILO, abordando os organismos geneticamente modificados, algo que se destaca muito atualmente atendendo à evolução tecnológica. Todos os temas debatidos foram relevantes num ambiente de respeito, abertura e seriedade. O caráter multicultural do projeto e a interação com participantes provenientes de diferentes países permitiram-nos conhecer novas realidades e perspetivas, incentivando-nos a adaptar a nossa forma de comunicar e a sair da nossa zona de conforto.

A língua inglesa foi notoriamente importante e imprescindível e demos por nós a falar inglês já quase automaticamente. Aqui percebemos, mais uma vez, o quão bom é investir na educação.

Viver a cidade de Roma revelou-se igualmente fascinante, sobretudo, por se tratar de um local que vi tantas vezes nos manuais de História. Poder experienciar, na primeira pessoa, um espaço tão marcante do ponto de vista histórico tornou toda a viagem ainda mais significativa.

Para além da vertente académica, esta participação representou um momento de crescimento pessoal. A vivência num ambiente internacional exigiu autonomia, responsabilidade e capacidade de adaptação, reforçando valores como a cooperação e a empatia. As aprendizagens adquiridas ultrapassaram o âmbito teórico, traduzindo-se em competências práticas que, certamente, terão impacto no meu percurso futuro.

Importa, ainda, destacar o papel fundamental da escola, da professora Dina Sarabando e da organização do projeto, aos quais estou muito grata e cujo apoio e dedicação tornaram possível a concretização desta experiência enriquecedora.

No final da experiência, perguntaram-me que palavra utilizaria para a descrever. A resposta surgiu de imediato: esperança. Projetos e iniciativas como esta demonstram que existem jovens verdadeiramente preocupados com o futuro do mundo, interessados na mudança e motivados para contribuir para uma sociedade em constante evolução. Independentemente das diferenças de opiniões, culturas ou origens, compreendemos que o mundo é um espaço comum, que pertence a todos nós e cuja construção depende do contributo coletivo.

A oportunidade de integrar uma iniciativa desta natureza constitui um forte incentivo à participação ativa dos jovens em projetos educativos internacionais, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, informados e preparados para os desafios de uma sociedade globalizada.

Olhando para trás, esta viagem representou uma experiência marcante e transformadora, deixando aprendizagens duradouras, novas perspetivas e memórias significativas que levarei sempre comigo e que continuarão a influenciar, positivamente, o meu percurso académico e pessoal.

Daniela Castro - A experiência vivida no «Change the World Academy», em Roma, foi muito marcante. Cada pormenor e cada imagem marcaram-me, transformando-me enquanto pessoa.

A primeira sessão do meu comité (UNHCR) foi entusiasmante. Antes de começar a sessão, conheci algumas pessoas de diversos pontos do mundo e, depois, quando foi feita “a chamada”, aí, sim, tive a plena consciência da grandeza da experiência devido aos países presentes.

Os dias concentraram-se em trabalhos, na criação de uma resolução, bem como na interação com os outros jovens participantes, de várias partes do mundo. Foi, igualmente, uma oportunidade de conhecer o país que eu representava – o Qatar - e as suas relações diplomáticas.

Ter participado no projeto «Change the World Academy» foi uma oportunidade única! Foi uma vivência única!

Lara Oliveira - Participar na «Change the World Academy», na sede da Food and Agriculture Organization, em Roma, foi uma experiência profundamente transformadora: durante aqueles dias, fomos verdadeiros “delegates”, a representar Estados, a defender posições e a aprender a sustentar ideias com mais confiança, clareza e responsabilidade. Entre debates intensos e momentos de partilha, nasceram amizades genuínas que ultrapassam fronteiras e culturas, tornando cada discurso e cada negociação ainda mais significativos.

Voltei de Roma com uma voz mais segura, uma mente mais aberta e a certeza de que, quando somos desafiados a representar algo maior do que nós próprios, crescemos de dentro para fora.

Anaís Vasconcelos - Na semana em que permanecemos em Roma, de 3 a 7 de fevereiro, eu e alguns  colegas da mesma escola, incluindo outros que já se encontram na universidade, participámos na CWMUN, um modelo que é usado nas Nações Unidas, com o objetivo de desenvolvermos as nossas capacidades de trabalhar em grupo e compreender o funcionamento da ONU.

Esta experiência foi incrível. Para além das conferências que me fizeram sair um pouco da zona de conforto e conhecer outras pessoas para negociar e chegar a consensos, passeámos pela bela cidade de Roma e, por isso, temos histórias incríveis para contar e memórias das quais nunca nos vamos esquecer e que deixam saudades.

Foi uma viagem bastante enriquecedora, conheci novas pessoas, pratiquei o meu inglês, fiz amizades que, de certeza, vão perdurar e envolvi-me numa cidade que já há muito tempo queria conhecer. Esta foi, sem dúvida, uma experiência única que nos permitiu refletir sobre temas bastante atuais, chegar a conclusões e soluções, juntamente com outras pessoas de diferentes países.

Rúben Marques - Poder participar no projeto «Diplomatici» foi mais uma oportunidade de debater, expressar e ouvir. Foi poder ser diplomata, por um dia, encontrando soluções no meio de tantas ideologias e opiniões diferentes. Uma experiência que me retirou da minha zona de conforto, obrigando-me a pensar, de forma crítica, com dados concretos, a reformular ideias e a procurar consensos. O projeto deu-me o privilégio de poder contribuir para algo maior do que a minha própria perspetiva, fazendo me perceber que a diplomacia não é feita de vitórias individuais, mas de acordos sensatos, tendo em conta o bem-comum.

Para além desta experiência académica, Roma encantou-me com a sua grandiosidade. Um verdadeiro museu a céu aberto, onde cada monumento remonta a uma época esplendorosa, contando um sem números de histórias. Percorrer as suas ruas e cada recanto é ser constantemente surpreendido, pois a sua beleza jamais passa despercebida.

Carolina Maia - De dia 3 a 7 de fevereiro de 2025, criei as melhores memórias da minha vida. Esta experiência enriqueceu-me tanto ao nível académico como pessoal. Tive a oportunidade de participar em conferências, no «Change the World Academy», em Roma, onde pude ouvir e debater sobre temas globais, como, por exemplo, a alimentação (Alimentar quem? Equilibrar a segurança nacional e a solidariedade global num mundo fragmentado), criar blocos, representar um país, fazer coligações com outros países, comunicar e conhecer pessoas de vários cantos do mundo que trabalhavam para a mesma finalidade que eu. Foi inspirador observar adolescentes de vários países a partilhar ideias e a trabalhar em conjunto para melhorar o mundo!

Além das conferências, tive a oportunidade de sentir a energia espalhada por Roma e conhecer os monumentos que a compõem. Roma impressionou-me pela sua História, gastronomia, arquitetura e cultura. Caminhar por aquelas ruas que já foram pisadas por gladiadores e observar os mínimos detalhes que preenchem cada bocadinho da cidade fizeram-me sentir uma sensação incrível, o que aumentou a minha vontade de não desperdiçar o tempo que lá estive.

Esta experiência enriqueceu-me deveras, fez-me crescer, abriu-me a mente para realidades diferentes e permitiu-me perceber a importância do diálogo entre culturas. Graças a esta aventura, ganhei uma maior motivação para contribuir para um futuro melhor.

Matilde Pinho - A viagem a Roma foi, sem dúvida, uma das experiências mais marcantes da minha vida que espero poder voltar a repetir no futuro.  No dia 3 de fevereiro de 2026, iniciei a minha viagem a Roma para participar no projeto «Diplomatici».

No dia 4, tivemos a oportunidade de visitar o Coliseu, assim como os monumentos ali perto, fizemos uma pausa para almoçar no centro histórico de Roma, onde aproveitei para provar a “carbonara” de Itália. Depois do almoço, vagueámos pelas ruas de Roma e vimos algumas ruínas, estátuas e, por fim, a Bocca della Verità. Foi um dia incrível e, ao mesmo tempo, cansativo.

No dia seguinte, fomos para a abertura do projeto “Change the World Academy”, nas instalações da FAO. No tempo de espera, aproveitei para conhecer algumas pessoas que estariam comigo na mesma comissão.

Após o fim da cerimónia de abertura, fomos almoçar e dirigimo-nos para o Cinema Moderno, para a primeira sessão do projeto. No final do dia, visitámos a magnífica Fontana di Trevi, uma das fontes mais bonitas que já vi e, provavelmente, um dos momentos mais incríveis desta viagem.

No dia 6, voltámos ao Cinema Moderno, continuando a viver momentos de partilha e de aprendizagem. À hora do almoço, pude saborear uma pizza que estava divinal. No final do dia, visitámos o imponente Panteão de Roma. Foi um momento de silêncio e de contemplação profunda.

Por fim, no dia 7, participámos na cerimónia de entrega dos prémios, no Cinema Moderno. Foi um momento de orgulho, reconhecimento e de emoção. Senti que todo o esforço tinha valido a pena. Às 16 horas, seguimos para o aeroporto, para apanhar o voo de regresso a Portugal. Trazia comigo muito mais do que fotografias, trazia aprendizagens, memórias inesquecíveis e um sentimento de tristeza por tal momento inesquecível ter acabado tão cedo.

Esta viagem fez-me crescer, não só em termos de aprendizagem, mas também como pessoa. Fiz vários amigos, durante as sessões, que espero voltar a encontrar e a trabalhar em conjunto, nos próximos eventos do CWMUN. Roma não foi apenas um destino, foi uma experiência que ficará para sempre na minha memória.

Afonso Tavares - Durante os dias três a sete de fevereiro, cinco alunos da turma A, do 11.º ano, juntamente com dois da turma A, do 12.º ano, quatro alunos universitários e uma discente do 7.º ano deslocaram-se a Roma com a professora Dina Sarabando, a fim de participarem na iniciativa «Change The World MUN», cujo objetivo era simular vários comités da ONU e redigir uma resolução, ao fim de três dias de conferências.

Como o dia três foi dedicado à nossa chegada a Roma, no dia quatro, visitámos os inúmeros monumentos da capital italiana. Esse dia foi inesquecível, pois, em cada esquina, havia um edifício novo, todos dignos de serem fotografados (algo que nós fizemos muito). Para além disso, foi uma experiência em que me diverti imenso com os meus amigos; rimo-nos e conversámos muito e todos passaram um ótimo dia.

Seguidamente, os próximos três dias foram ocupados pelas conferências do «Change The World MUN», na sede da FAO (Food and Agriculture Organization), que foram, igualmente, marcantes, já que ficámos a conhecer a dinâmica da ONU, trabalhámos numa resolução e encontrámos novos amigos ao formar coligações. Eis mais outra razão pela qual nunca me hei de esquecer desta viagem. No último dia, assistimos à cerimónia de encerramento, onde foram atribuídos os prémios de melhor delegação em cada comité. Apesar de não termos obtido qualquer prémio, até porque era a nossa primeira participação, ganhámos novas e boas memórias.

Em suma, esta estadia foi incrível, pois pude visitar imensos locais famosos, conviver com os meus amigos e fazer novas amizades, para além de ter a oportunidade de simular exercer um cargo na ONU e desfrutar imenso da experiência com as pessoas espetaculares que estavam connosco, durante esses três dias. Se tivesse a oportunidade, repetiria esta viagem com as mesmas pessoas ou com os meus pais, pois vale muito a pena visitar Roma e recomendo imenso a quem não foi.

Isabelle Góes - Sou a Isabelle Linhares Góes, tenho 18 anos e frequento o 12.° ano, na Escola Secundária Dr. Serafim Leite, e participei no projeto «Diplomatici», no âmbito de uma das melhores simulações da ONU do mundo, «Change the World Academy Model United Nations», em Roma.

Foi a minha primeira deslocação a Itália e eu não imaginava que fosse gostar tanto da capital desse país que tanto me impressionou em diferentes aspetos, seja na cultura, arquitetura ou turismo. O meu primeiro contacto com o Coliseu foi marcante, sem dúvida, o monumento histórico mais imponente e fascinante de observar a olho nu.

Por outro lado, conhecer a sede da FAO das Nações Unidas foi mágico, pois senti-me importante e com um mundo de possibilidades à minha frente. Conheci pessoas de diversos locais do mundo, nomeadamente, Qatar, Índia, Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, França e Itália, apenas neste primeiro dia de experiência de MUN.

Ao longo dos dias, eu e os meus colegas participámos nas respetivas conferências. O meu local de atuação principal foi o Cinema Moderno, na Praça da República. As conferências foram muito enriquecedoras, aprendi diferentes técnicas de falar em público e em como agir em contextos de debates internacionais.

Além das sessões de trabalho, continuámos o nosso percurso pela cidade e visitámos diversos pontos turísticos, tais como a Praça de Espanha, a Fonte de Trevi, o Panteão e a Igreja de Santa Maria in Cosmedin, a famosa igreja que abriga a Bocca della Verità, lugares tão belos e ricos de História, que alimentaram a minha mente curiosa e abriram-na para mais horizontes além dos que eu já conhecia.

Por fim, aconselho a todos alunos portugueses, interessados em discussões socioeconómicas, que ditam a geopolítica mundial e que afetam, diretamente, as nações de todo o mundo, alunos que anseiam em participar ativamente, na sociedade, com as suas vozes e opiniões, a fazer parte da CWMUN. Vão sem medo, pois não se arrependerão, porque a viagem é magnífica.

Dinis Costa - Gostei muito da viagem a Roma e da participação do Agrupamento na CWMUN. Acredito que as conversas para formar blocos e coligações e as discussões em torno dos tópicos me ajudaram a aprender e a melhorar em vários aspetos, mesmo que a resolução do nosso bloco não tenha passado. Também foi muito interessante representar o Qatar, porque me obrigou a aprender mais sobre um país que não conhecia muito bem.

Além disso, gostei de visitar os diferentes monumentos, ruínas e pontos de interesse em Itália, como o Coliseu, o Panteão e a Fonte de Trevi, que foi, provavelmente, a minha visita favorita. Mas, na minha opinião, a melhor parte de toda a viagem foi mesmo a comida, que tornou a experiência ainda mais especial.

No geral, foi uma experiência muito completa, porque consegui aprender, divertir-me e conhecer uma cultura diferente, ao mesmo tempo. Foi uma viagem que me fez crescer, tanto ao nível académico como pessoal, e que vou recordar com muito carinho.

Sofia Zara - Participar na simulação da Organização das Nações Unidas foi, sem dúvida, uma das experiências mais enriquecedoras do meu percurso escolar. Consegui vivenciar o que é ser uma delegada, uma área pela qual já me interessava, profundamente, e que, antes desta oportunidade, questionava-me se, ao exercer, realmente, iria gostar.

Assim, durante as conferências, nos três dias, percebi que eu, simplesmente, adorei. Adorei a pressão (boa) da responsabilidade, a perceção de o futuro está, sim, nas nossas mãos e as amizades que fizemos com pessoas de outros países. Agora, sem as conferências, no meu dia a dia, estes parecem mais vazios, porque sei que viverei memórias muito nostálgicas.

Além disso, não posso deixar de falar de Roma e dos percursos que fizemos pela cidade. Uma cidade incrivelmente bela, parece um sonho, pois cada esquina parece repleta de vida, como se a vontade de aqui viver crescesse. Eu diria que Roma é a prova mais viva da expressão “Carpe diem”.  Para além disso, passar os dias com as minhas amigas, de uma forma diferente da que estava habituada, dormir no mesmo quarto, almoçar e jantarmos juntas foi incrível, como se a felicidade fosse o único sentimento a que eu tinha direito, durante os dias em Itália.  Adicionalmente, a culinária de Itália é simplesmente magnífica, assim como os locais acolhedores e os pratos inesquecíveis que fazem desaparecer a culpa de comer. Saboreei os melhores gelados, tiramisus e pizzas…

Em conclusão, levo comigo imensas aprendizagens: o diálogo e a cooperação são fundamentais para construir um mundo melhor; é possível criar memórias imensamente felizes (que carregarei para sempre) e valores que, certamente, me acompanharão no futuro.

Andreia Castro - Chamo-me Andreia e, de momento, encontro-me no 1.º ano da Licenciatura em Engenharia Biomédica, na Universidade do Minho.

Aderi a este projeto, no ano passado, quando estava no 12.º ano, no Curso Científico-Humanístico, na Serafim Leite. Apesar de esta iniciativa não coincidir com a minha área, tive muito gosto em participar.

Participei na comissão da ILO, onde discutimos a questão dos Organismos Geneticamente Modificados e o seu impacto na área do trabalho das pessoas afetas à área da agricultura e da biotecnologia. Ter a oportunidade de ouvir as opiniões e contactar com pessoas da minha faixa etária, com mentes tão brilhantes e com tanta vontade de mudar o Mundo para melhor, deixa-me feliz e confiante de que o futuro se encontra em boas mãos...


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