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O Arqueiro das Flechas de Fogo

  • 21 de abr.
  • 2 min de leitura

Era uma vez um jovem arqueiro chamado Miguel, que vivia numa aldeia longínqua. Ele era um rapaz muito corajoso e muito bom a atirar flechas, sendo, por isso, o arqueiro favorito do rei. Na aldeia, todos os domingos, os soldados e os arqueiros reuniam-se, no centro da aldeia, para fazerem competições de arco e flecha e espadas, sendo que o Miguel ganhava sempre.

Certo dia, o habitual anunciante de notícias da aldeia chegou ofegante, trazendo informações de que ouvira rumores relativos à existência de um tesouro escondido, na Gruta do Dragão, um lugar bloqueado por pedras pesadas e protegido por um dragão enorme.

Sabendo disso, o rei enviou os seus melhores soldados para derrotarem o dragão e buscarem o tão desejado tesouro. Mal os soldados chegaram perto da gruta, o feroz dragão apareceu, soltando fogo por todo o lado. Os soldados ficaram apavorados, mas, mesmo assim, alguns lutaram com ele e acabaram derrotados. Os outros conseguiram regressar ao castelo e contaram tudo ao rei. Este ficou bastante aborrecido, porque queria muito o tesouro e, então, pediu ao Miguel que lá fosse, prometendo dar-lhe uma parte do tesouro, se conseguisse trazê-lo. O Miguel nem hesitou e aceitou a proposta, pois ele era conhecedor daquelas terras como a palma da sua mão e nada temia! Pegou no seu arco e flecha, montou no seu cavalo e seguiu na direção da gruta. Apanhou todos os atalhos que conhecia e, ao perceber que estava perto, deixou o cavalo à sua espera e lá chegou, pelas traseiras da gruta, despistando o dragão. Pegou no seu arco e flecha e apanhou o dragão de surpresa. Atirou-lhe três flechas na cauda, o dragão ficou muito zangado e balançou a cauda de tal maneira que derrubou as pedras que bloqueavam a entrada. O Miguel atirou-lhe mais uma flecha e o dragão fugiu. O Miguel aproveitou para entrar na gruta e conseguiu apanhar o tão cobiçado tesouro. Ele retirou-o de lá, foi buscar o seu cavalo e regressaram ao castelo. Quando o Miguel entregou o tesouro ao rei, este ficou muito contente e impressionado com a bravura do seu arqueiro favorito. O rei abriu o baú e nele havia moedas e colares de ouro. Como prometido, o rei ofereceu uma parte do tesouro ao Miguel.

E, devido a este grande feito, todos na aldeia passaram a chamar o Miguel de “Arqueiro das Flechas de Fogo”.




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